Greve dos trabalhadores da Replan, conduzida pelo Sinticom Campinas, chega ao 15° dia
A greve dos trabalhadores do setor de montagem e manutenção da Replan chegou ao 15° dia, no dia 30 de junho. A divulgação de resultados da refinaria escancara o contraste entre os lucros bilionários da empresa e a violência enfrentada pelos trabalhadores que produzem toda essa riqueza.
A Refinaria de Paulínia (Replan), da Petrobras, atingiu um marco histórico ao registrar sua maior produção mensal. No acumulado deste ano, a unidade já processou 10,59 bilhões de litros, consolidando uma alta expressiva de 12,8% em comparação ao mesmo período no ano passado, em 2025.
Enquanto isso, os trabalhadores seguem reivindicando suas pautas de campanha salarial, buscando um reajuste de 8%, mas a estatal e as empresas terceirizadas seguem oferecendo descaso, truculência e violência.
O cenário atingiu um nível alarmante no dia 26 de junho, quando diversos trabalhadores foram alvos de agressões físicas por um grupo de supostos milicianos, que estavam armados e encapuzados. Além de quebrarem os carros, também deram tiros para o alto e ameaçaram os companheiros e companheiras de morte.
O contraste é cruel. Enquanto a Replan bate recordes de produção e lucro, os trabalhadores, que são os verdadeiros responsáveis por sustentar as engrenagens, são recebidos com violência. Isso revela que, para o capital, a produtividade das máquinas é a prioridade, enquanto a vida daqueles que as operam torna-se descartável.
A luta continua! O Sinticom Campinas seguirá apoiando os companheiros e as companheiras na batalha pelos direitos ao trabalhador.